O caos logístico global e a disparada nos fretes marítimos provocados pela pandemia deverão se estender ao menos até 2022. Isso significa preços altos e prováveis atrasos na chegada de produtos pelos próximos meses.

Todo esse caos logístico – com aumento explosivo dos fretes, combinado com atrasos no fornecimento – deverá ter consequências significativas para a cadeia de suprimentos global. O mercado tem operado no limite, com escassez de contêineres e falta de navios em todo o mundo.

Com o início da temporada de pico – o terceiro trimestre, em que empresas abastecem seus estoques para o fim de ano -, a situação não só deve se prolongar, como poderá se agravar, avaliam especialistas do setor.

Esse caos também está ocorrendo nas operações de exportação do Brasil, apresentando escalada dos preços, falta de espaços e equipamentos limitados. O prazo médio para se obter espaços está entre 30-45 dias e destinos como Costa Oeste da América do Sul e Venezuela, por exemplo, estão com limitações das principais companhias marítimas.

Relação Brasil-China foi a mais afetada com caos logístico

O comércio entre China e Brasil tem frete em patamar recorde, e outros trajetos já sentem os mesmos efeitos do caos logístico.

A relação Brasil-China foi a mais afetada pelo caos logístico, o que reflete nos fretes marítimos mais caros. Nas rotas de importação vindas da China, o frete médio registrado em julho de 2021 foi 7,35 vezes maior do que há um ano, de acordo com dados da Logcomex.

Atualmente, a rota Xangai-Santos apresenta custo mínimo de US $11 mil por contêiner de 20 pés, contra US $1.500 em agosto de 2020. Trata-se de um nível histórico, sem previsão de recuo.

Preço do frete marítimo dispara

Não é apenas a importação da China que está com fretes acima do normal. O custo do transporte vindo da Europa triplicou desde março de 2021.

As rotas do Golfo também estão pressionadas e os trajetos vindos dos EUA, que estavam sob controle, dispararam em meio aos congestionamentos nos portos americanos.

O caos logístico afeta todos os segmentos que usam contêineres: calçados, vestuário, higiene pessoal, eletrônicos, equipamentos, alimentos, frutas, carnes refrigeradas, celulose, veículos. O problema atinge principalmente os clientes que dependem do mercado “spot” (de curto prazo).

A maioria dos grandes grupos têm acordos de longo prazo com as empresas de navegação, o que garante mais estabilidade nos valores do frete.

Congestionamento nos portos da China

A atividade no terceiro maior terminal de contêineres do mundo – Ningbo-Zhoushan – foi suspensa após o surto de Covid-19, afetando preço do frete e tráfego de embarcações. O congestionamento elevou a capacidade ociosa da frota global para 4,6%, acima dos 3,5 % no mês passado, de acordo com dados da Clarksons Platou Securities.

O engarrafamento de cargueiros já se refletiu sobre os preços do frete, que dispararam para cerca de US$ 15.800, considerando o transporte de um contêiner de 40 pés da China para a costa oeste dos EUA — um salto de dez vezes em relação ao nível pré-pandemia, de acordo com o provedor de dados Freightos.

O movimento de alta nos preços já vinha ocorrendo desde o início da pandemia e piorou com o fechamento de terminais na China e quarentena de navios na costa do país.

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