Você já deve ter ouvido, pelo menos uma vez na vida, que o Brasil é o celeiro do mundo. Isso acontece porque o nosso país tem grande vocação para o agronegócio e também porque, entre os dez produtos com maior exportação, sete são do setor de alimentos.
Dados de 2019 indicam soja, farelo de soja, frango, carne bovina, milho, açúcar e café na lista dos alimentos mais exportados, representando 30% do total de embarques realizados pelo Brasil.
Além do favorecimento por conta da alta do câmbio, problemas climáticos nos Estados Unidos e a peste suína africana também motivaram a compra de nossos produtos. Parece uma grande oportunidade investir neste setor, mas você sabe quais são as exigências do mercado internacional para exportação de alimentos?
A embalagem é importante para o sucesso da exportação de alimentos
Antes de mais nada, é preciso saber que, para se inserir nesse mercado, é preciso estar de acordo com alguns pré-requisitos e conhecer as regras exigidas pelo país de destino. Isso porque cada país possui normas de mercado e padrões na legislação que devem ser estudados para que as mercadorias sejam adequadas aos padrões internacionais. Além disso, no setor alimentício, questões como fabricação, tributação e concorrência devem ser avaliadas com atenção antes de se investir na expansão de um produto.
A embalagem é um dos itens mais importantes para garantir o sucesso da exportação de alimentos. Cada vez mais, países estão se recusando a importar produtos armazenados em embalagens não-ecológicas, por exemplo. É o caso da China, maior parceiro comercial do Brasil, que proibiu em 2017 a importação de produtos em embalagens que não sejam ecologicamente corretas.
Além disso, seja para adicionar um ingrediente obrigatório ou para excluí-lo do alimento, é preciso respeitar os padrões do país para onde se pretende exportar. Um exemplo são corantes artificiais, proibidos pela União Europeia e permitidos nos Estados Unidos.
Fique de olho na documentação necessária
Em relação à documentação, nas operações de exportação e importação existem exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Documentos de embarque e remessa, notas fiscais e cadastramento no RADAR também são necessários para realizar a exportação. Essas etapas exigem atenção, pois podem atrasar e até comprometer o processo de expansão do seu negócio.
Fatura Pró-Forma
Pode ser um fax, um contrato formal ou um formulário que deve ser apresentado pelo exportador ao importador no idioma do país de origem. Deve conter informações como quantidade, preço, transporte, embalagem, forma de pagamento e condições de venda.
Nota Fiscal
Precisa acompanhar a carga, desde a saída do seu estabelecimento até a chegada no local de embarque para o exterior.
Fatura Comercial – Commercial Invoice
Representa a operação comercial e é necessária para formalizar a transferência de propriedade da mercadoria para o comprador. Deve conter todas as informações iniciais que foram declaradas na fatura Pró-Forma, além de outras pertinentes à realização da exportação.
Conhecimento de Embarque
Trata-se do contrato de transporte e o comprovante de entrega da mercadoria, emitido pela companhia transportadora ou seu agente, e constitui a prova do embarque.
Romaneio
Também chamado de Packing List, precisa ser preenchido pelo exportador e contém os volumes e descrito seus conteúdos.
Certificado de Origem
Prova que o produto é, de fato, originário do país exportador.
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