O frete marítimo na rota China-Brasil disparou. O custo das importações já vinha em alta no último trimestre e, na última semana, atingiu um patamar considerado inédito de US$ 10 mil por TEU (medida padrão usada para contêineres). As informações são do Jornal Valor Econômico, segundo importadores e empresas de navegação. Há um ano, o custo dessa mesma rota estava na faixa dos US$ 2 mil por TEU.
O encarecimento dos fretes vem se acentuando desde outubro, com a retomada global da economia e a maior procura pelos produtos chineses. A disparada ocorre também em outras rotas partindo da China. A escalada de preços é fruto, principalmente, dos problemas logísticos e do grande descompasso entre oferta e demanda ocorrido ao longo do último ano – uma “tempestade perfeita para os fluxos globais de contêineres”.
No auge da pandemia brasileira, entre março e julho, foram canceladas 23 viagens de navios da China. O número equivale a ao menos cinco semanas sem importações de contêineres do país. Em meados do ano, ficou claro para as empresas que seria necessário retomar os pedidos. O aumento, porém, coincidiu com a retomada na Europa e nos Estados Unidos, levando a uma disputa acirrada por contêineres e embarcações. Hoje, praticamente todos os navios disponíveis no mundo estão em uso. Resultado: os fretes dispararam e, mesmo passado o Natal, continuam em alta.
No mercado, ainda há muita incerteza sobre como os preços deverão se comportar no médio prazo. A expectativa é de que o frete irá se normalizar ao longo de 2021, mas a perspectiva é que siga alto por mais dois ou três meses.
Fonte: Valor Econômico














